Foto: Jean Jacker JJ Publicidades
Indígenas do povo Terena realizam uma mobilização às margens da BR-163, nas proximidades de Matupá, cobrando providências da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e da concessionária Via Brasil MT-320. O grupo estabeleceu um prazo de 24 horas para receber uma resposta oficial, sob risco de bloqueio total da rodovia.
Segundo as lideranças, a principal reivindicação é o pagamento de uma indenização que, conforme relatado, vem sendo discutida desde 2002. A ação teria sido movida pelo Ministério Público Federal por danos morais decorrentes de supostos prejuízos e descaso com a comunidade. Os indígenas afirmam que o processo já foi julgado em três instâncias, incluindo o Superior Tribunal de Justiça, mas até o momento não houve cumprimento ou manifestação efetiva por parte da Funai.
Além da questão judicial, o grupo também cobra a execução de obras prometidas pela Via Brasil, como o cascalhamento de aproximadamente 45 quilômetros de estrada e melhorias estruturais, incluindo pontes. De acordo com os indígenas, intervenções realizadas anteriormente foram consideradas precárias e não atenderam às necessidades da comunidade.
As lideranças afirmam ainda que tentam diálogo com a Funai desde fevereiro deste ano, mas alegam falta de retorno e dificuldade de negociação. Uma reunião chegou a ser cogitada, porém, segundo eles, não foi viabilizada. Diante disso, a mobilização foi intensificada, com a chegada de mais integrantes da comunidade ao local.
O grupo destaca que a intenção inicial é resolver a situação de forma pacífica, mas não descarta medidas mais rigorosas caso não haja avanço nas negociações. Entre elas, está o bloqueio total da BR-163 em um ponto estratégico da região, o que pode impactar diretamente o fluxo de veículos, especialmente caminhoneiros que utilizam a rodovia.
Equipes da Polícia Federal acompanham a movimentação na área. Até o momento, não há confirmação de interdição total, mas o clima é de tensão e expectativa. A orientação para motoristas é de atenção redobrada ao trafegar pelo trecho.
Os indígenas reforçam que a mobilização busca garantir direitos considerados históricos pela comunidade, além de cobrar respeito, dignidade e cumprimento de compromissos assumidos por órgãos públicos e concessionárias.
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